Na Kimbanda Treme Terra, o sacrifício ritual não é carnificina.
A imolação é um ato sagrado. Não é espetáculo.
O respeito à vida é fundamento. É responsabilidade, não licença.
A imolação jamais deve ser banalizada. Seja no desconforto, seja na serenidade, ela exige reverência. É compreender a dimensão daquele ato. É saber que ali não se brinca.
Quem entende o fundamento não vira açougueiro.
O prazer nunca pode estar na morte ou no sofrimento.
Sentir fascínio pela imolação demonstra desrespeito pela vida que ali se coloca. É desrespeito travestido de rito.
Kimbanda tem fundamento. Tem respeito. Tem seriedade.
Kimbanda não forma açougueiros. Forma pessoas capazes de compreender a responsabilidade desse ato.
Porque o fundamento nunca foi sangue pelo sangue. Sempre foi vida sustentando vida.
N’gunzo ê!
Salve Maioral!
Salve a Kimbanda!
Salve Tata Mukua!
Salve a Família Treme Terra!




