Todos morrem sozinhos.
Existe um provérbio bantu que diz: ‘Só morre quem é esquecido’. É contra essa morte que começamos a lutar enquanto iniciados.
Para isso, é imprescindível que nossa vida seja fora de série. Cada um à sua maneira, mas nossas vidas precisam ser bem vividas. Acho pretensioso acreditar que influenciaremos mais do que uma dúzia de pessoas. Ainda assim, que esses poucos sejam profundamente marcados, de forma positiva, pela nossa existência. Que nossas vidas produzam sensações impossíveis de ignorar.
A alternativa é viver uma vida que não vale a pena. Uma vida no piloto automático.
Você já pensou em chegar ao leito de morte e perceber que, naquele filme que dizem passar diante dos olhos, só existem cenas de uma vida conformada? Uma vida moldada pelo que simplesmente veio até você, pelo que chegou, se instalou e se tornou confortável.
Você não questionou. Não lutou. Talvez por medo de se destacar e sofrer as consequências. Talvez por puro comodismo.
Então, de repente, você se depara com a morte e já não há desculpas. Não dá para se enganar. Não dá para fingir que foi feliz com a vida que levou.
Você está sozinho. Não há ninguém para ouvir suas justificativas. Sua vida está acabando e apenas você, nas profundezas da própria alma, sabe que não viveu plenamente.
Então, talvez a morte e o esquecimento comecem muito antes do último suspiro.
Salve Maioral
Salve a família Treme-Terra
N’guzo ê!




